Ontem vivi um daqueles momentos que fazem a gente respirar fundo e lembrar por que escolheu caminhar pela educação. Passei a manhã deste 26 de janeiro na Universidade do Porto, convidado pela Pró-Reitora de Inovação Educativa, Professora Doutora Sónia Valente Rodrigues, para falar sobre a experiência da Ufal na formação de professores em contexto digital, especialmente sobre literacia digital e gamificação, temas que atravessam minha trajetória recente de pesquisa e gestão.
A sessão reuniu professores e técnicos da Reitoria de Inovação Educativa. Entre eles, a coordenadora Teresa Correia e a própria Pró-Reitora, que gentilmente abriram o espaço para que eu pudesse apresentar o percurso da Cied/Ufal na oferta de cursos e no fortalecimento da EaD como política de formação docente. Fiquei tocado pelo interesse genuíno com que acolheram nossas práticas, nossos desafios e nossas tentativas de pensar uma educação que se reinventa em meio às transformações digitais.
Durante a conversa, senti mais uma vez o quanto a Ufal tem avançado, muitas vezes em silêncio, quase sempre com poucos recursos, mas com uma dedicação coletiva admirável. E esse reconhecimento, vindo de uma instituição de referência como a Universidade do Porto, reforça a certeza de que estamos no caminho certo.
Ao final da apresentação, compartilhei algo que sintetiza o que tenho vivido: para nós, da Ufal, é motivo de alegria e responsabilidade encontrar espaços tão respeitosos e atentos ao que temos construído na educação a distância. Momentos assim reafirmam o compromisso que carrego comigo — de contribuir para uma formação docente humanizada, inovadora e capaz de transformar realidades.
Volto para casa com o coração leve e a mente cheia de ideias. A internacionalização, quando vivida assim, no encontro entre pessoas que acreditam na educação, deixa de ser um conceito institucional e passa a ser uma experiência humana, profundamente formativa.
Essa experiência na Universidade do Porto, somada à minha participação no Congresso Iberoamericano de Docência Universitária (em Santiago de Compostela, na semana passada), reforça ainda mais a importância das articulações internacionais para o fortalecimento das atividades de ensino, pesquisa e extensão que desenvolvemos na Ufal. Cada diálogo, cada reflexão compartilhada e cada abertura de portas amplia nossa compreensão sobre o papel da universidade pública e sobre o impacto do trabalho que realizamos no cotidiano das pessoas. Sou profundamente grato a RIEH/NEES, à Cied e à própria Ufal, que têm sido espaços de acolhimento, criação e coragem para seguir avançando na construção de uma educação digital crítica, inovadora e comprometida com a transformação social.


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